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domingo, 17 de junho de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Animais como mecanismo de redução do estresse no trabalho


Nos dias atuais, a maioria das pessoas passa a maior parte de seu tempo no ambiente de trabalho; nesse local estão presentes inúmeros fatores que podem afetar o bem-estar físico e psicológico das pessoas ali presentes. Como sabemos, o trabalho é uma das fontes de satisfação de diversas necessidades humanas, como auto-realização, manutenção de relações interpessoais e sobrevivência. Porém, pode ser fonte de adoecimento quando contém fatores de risco para a saúde do trabalhador.


O desgaste emocional a que as pessoas são submetidas nas relações com o trabalho é um fator muito significativo que afeta a saúde do trabalhador trazendo como consequência transtornos físicos e psicossociais, como depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias e doenças psicossomáticas. Diante deste quadro, passou a haver uma preocupação com a qualidade de vida no trabalho como forma de minimizar os efeitos negativos que o estresse causa aos indivíduos e às organizações.

Dentre as possibilidades de investimento na qualidade de vida dos funcionários, algumas empresas vêm adotando o programa de inserção de animais no ambiente de trabalho. Percebe-se que muito se tem a ganhar com a implantação deste programa de manejo de estresse ocupacional, pois trata-se de uma proposta viável, de baixo custo de implantação, com pouca alteração da rotina de trabalho dos funcionários, trazendo benefícios tanto para a saúde e bem-estar do trabalhador, quanto para o bom desenvolvimento da organização.

Pesquisas realizadas na Austrália, África do Sul, Estados Unidos, entre outros países, têm mostrado os benefícios da interação entre homem e animal. Os pesquisadores Johannes Odendaal e Susan Lehmann realizaram um estudo publicado no Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian, concluindo que, após 15 minutos de interação entre homem e cão, ocorrem mudanças hormonais benéficas envolvendo endorfinas beta, phenilatalamina, prolactina, dopamina e oxitocina, entre outros hormônios. A liberação dessas substâncias contribui não só para o aumento da satisfação das pessoas, mas também diminui o cortisol – hormônio do estresse. Além disso, o convívio com um animal, ativa um neurotransmissor que libera a serotonina, uma substância sedativa e calmante, melhorando o humor, o estado de espírito, a disposição, além de contribuir para que a pessoa se torne mais centrada e ativa.

A presença de um animal na empresa é uma tendência que começa a ganhar espaço pelo bem-estar que promove. Empresas americanas e européias e até mesmo algumas brasileiras estão descobrindo a importância de permitir que, em situações especiais e definidas em conjunto pela comunidade empresarial, seus funcionários possam levar seus animais de estimação para o ambiente de trabalho. Tais empresas e psicólogos organizacionais vêm descobrindo que com a presença de seu bicho de estimação as pessoas ficam mais alegres, mais descontraídas, mais calmas, menos estressadas. Em um escritório, local normalmente sóbrio e sério, o animal atrai a atenção, modifica o ambiente, gerando um clima mais descontraído e de interação.

Ter um mascote na organização ainda é uma prática informal, mas tende a fazer parte da cultura de algumas empresas, pois vem conquistando cada vez mais adeptos, visto os benefícios que proporciona.

Glaucielle Oliveira, Psicóloga

Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. DOTTI, Jerson. Terapia & Animais: Atividade e Terapia Assistida por Animais – A/TAA – Práticas para Organizações, Profissionais e Voluntários. São Paulo: PC Editorial, 2005. 


Disponível em: http://www.sjbonline.com.br/opiniao/animais-como-mecanismo-de-reducao-do-estresse-no-trabalho

sexta-feira, 25 de maio de 2012


"É possível que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez morramos porque desejamos morrer. Assim como amor e ódio por uma pessoa habitam em nosso peito ao mesmo tempo, assim também toda a vida conjuga o desejo de manter-se e o desejo da própria destruição. Do mesmo modo como um pequeno elástico esticado tende a assumir a forma original, assim também toda a matéria viva, consciente ou inconscientemente, busca readquirir a completa, a absoluta inércia da existência inorgânica. O impulso de vida e os impulsos de morte habitam lado a lado dentro de nós. A Morte é a companheira do Amor. Juntos eles regem o mundo."

(Freud)


sábado, 21 de abril de 2012

Planos de saúde deverão pagar até 40 sessões de terapia por ano para seus usuários





Uma boa notícia para aqueles que possuem plano de saúde: a Agência Nacional de Saúde – órgão do governo que regulamenta os planos de saúde – divulgou uma lista com novos procedimentos básicos que os convênios terão que cobrir a partir do mês de junho. Entre eles, estipulou-se que os convênios serão obrigados a pagar 40 sessões de psicoterapia por ano para seus clientes. Antes eram apenas 12 sessões.

Isso é um grande avanço, pois 12 sessões equivalem apenas a 3 meses de terapia.

O que acontecia na prática era que a pessoa acabava pagando particular o resto das sessões necessárias.

Existem algumas ressalvas:

Sessões com psicólogo – cobertura obrigatória de 40 consultas/sessões por ano de contrato quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios: pacientes com diagnóstico de esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes (CID F 20 a F 29);  pacientes com diagnóstico de Transtornos da infância e adolescência (CID F 90 a F 98); e pacientes com diagnóstico de Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80 a F89).
Sessão de psicoterapia -cobertura obrigatória de 24 sessões por ano de contrato quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios: pacientes com diagnóstico de Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o “stress” e transtornos somatoformes (CID F40 a F48); pacientes com diagnóstico de Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos (F 50 a F 59); pacientes com diagnóstico de Transtornos do humor (CID F 30 a F 39); e Pacientes com diagnóstico de Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substâncias psicoativas (CID F 10 a F 19).


Fonte: http://www.ans.gov.br/