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domingo, 23 de maio de 2010

Análises

Estudantes de Psicologia tem uma terrível mania de analisar.Analisar o inalisável como se estivessem em um set terapêutico,o que não convém,já que esse lugar é deferido não a todas as pessoas,mas sim a alguém cuja confiança tem nome.

Toda análise só é possível, se permitida;até porque,quando analisamos algo/alguém é impossível que nesse percurso não ocorra uma análise de si.

Quando análise ao outro,análise a si.

Em toda análise é inviável que não haja uma auto-análise,logo toda análise já é uma auto-análise.

A análise não começa ou termina no consultório,vai mais além,ela não pára,ela se faz presente em todos os momentos.

Esse post é um desabafo a todos que preferem analisar o outro mais do que a si!.

Para finalizar,deixo vocês com uma frase de S.Freud: "Quando Pedro me fala sobre Paulo,sei mais de Pedro do que de Paulo".

domingo, 9 de maio de 2010

O que quer uma mulher?


“A grande questão que nunca foi respondida, e que eu ainda não fui capaz de responder, apesar de 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina, é: o que querem as mulheres?”. (Correspondência Maria Bonaparte e Freud,século 19)

Uma das poucas perguntas que Freud não conseguiu responder foi “O que quer uma mulher?”.

Várias teorias foram formuladas de maneira a entender o que querem as mulheres.

Se seguirmos ao pé da letra a teoria, iremos entender,que enquanto filha,a mulher “substitui” a inveja do pênis com o desejo de dar um neto ao seu pai.

O pênis que ela nunca teve,o nome que não irá se perpetuar quando casada,será substituído pela felicidade do seu pai ao segurar seu neto no colo.A mulher só deixa de culpar a sua própria mãe por não ter dado à ela um pênis e se aceitar como faltosa, ao perceber que de todo, ela tem o poder de gerar outro ser.

A conclusão, mais aceita por pós-freudianos foi que: O desejo de toda mulher é ser amada.

A Mãe,antes de cumprir esse papel materno,possui a natureza de ser mulher, e ela só consegue se sentir completa quando se torna mãe.

Se toda mulher deseja ser amada,logo toda mãe quer ser amada.Não só pelo seu marido,pelo seu pai,mas pelos seus filhos também.Se sentir única e insubstituível.Amada ao extremo.

Amamos nossas mães sempre, independente do dia, da hora, independente de quem seja,de como seja e de como demonstramos esse amor.Desde que nascemos a amamos.Esse amor vai além da amizade,além da escolha.Não há uma condição, nem explicação.Um amor que não sabemos da onde vem.É um amor incondicional.

Óbvio,há várias formas de amor,mas nenhuma delas é tão eficaz quanto a expressão desse amor.Então,hoje dia das mães,façamos com que essas incríveis mulheres se sintam verdadeiramente amadas.Abraços,beijos e frases de eu te amo,tudo cabe nesse dia.São muito bem vindas todas as demonstrações de carinho!.

FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS AS MÃES!!!

Legenda da foto: Amalie,mãe de Freud.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Não sou gay"

diz Daniel Johns, vocal do Silverchair, durante show
29/01/2008 - 17:25 Da redação, por Raquel Camargo

Daniel disse à multidão que não é gay.
Daniel Johns, vocalista do Silverchair, decidiu colocar fim nas especulações sobre sua sexualidade.

Durante o show da última segunda-feira (28), em Sydney, o cantor disse que não é homossexual. "Não sou gay!", declarou o músico aos presentes no show, segundo o site Herald Sun.

As especulações sobre a opção sexual de Daniel já são antigas, e ressurgiram após o músico se separar de sua esposa, Natalie Inbruglia, no início de janeiro.

Fonte http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/12441-nao-sou-gay-diz-daniel-johns-vocal-do-silverchair-durante-show.html

Na atualidade muitas vezes sensibilidade vira sinônimo de homossexualismo!.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os diferentes tipos de amor

Hoje falarei sobre os diversos tipos de amor. Quando aqui me refiro a amor,não necessariamente fecho em relação casal,mas amor de amigo,amor de pai,de mãe,enfim,por aí vai!.

O que mais tenho percebido entre as queixas de conhecidos são provenientes de uma mesma questão: a falta de amor.

Na verdade o que percebo não é que essas pessoas são mal amadas,mas sim que não há uma aceitação por parte delas em perceber que o mesmo amor que o outro está disposto a lhe dar nem sempre é o mesmo amor que imaginamos ou desejamos receber.

Um dos motivos mais comuns nomear-se infeliz é a falta de amor.Mas essa falta nem sempre é a falta,mas sim o não reconhecimentos dos diversos tipos de amor recebidos.

Na minha concepção amor tem muito a ver com aceitação.É reconhecer os defeitos de outra pessoa e mesmo assim amar aquela pessoa,amar TAMBÉM seus defeitos,porque afinal é muito fácil amar as qualidades,concordam?.Não que amar diferente seja defeito,mas são diversos tipos de amor.Nem certo,nem errado.

A não aceitação de como o outro lhe dá o amor implica muitas vezes em não se sentir querido ou amado,o que na maioria,não condiz com a realidade.Nem sempre o amor que os outros estão dispostos a nos dar é o mesmo esperado ou o desejado,mas que não deixa de continuar sendo AMOR.Muitas pessoas “não amadas”(que não se sentem amadas) sentem-se frustradas.

O que vale é identificar os diferentes tipos e intensidades de amor que estamos recebendo e ficar atentos aos diferentes sinais.

Talvez uma das lições mais difíceis da vida seja dar sem esperar receber e amar sem esperar necessariamente ser amado.

Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado”. (José Ortega y Gasset)

sábado, 2 de janeiro de 2010

O porquê do nome

Para começar um blog pretendo dizer o porquê do nome “Discurso Perigoso”.
Discurso segundo conceito geral é o termo que pode ser definido, do ponto de vista linguístico, como um encadeamento de palavras, ou uma sequência de frases segundo determinadas regras gramaticais e numa determinada ordem de modo a indicar a outro que lhe pretendemos comunicar/significar alguma coisa ( http://www.knoow.net/ciencsociaishuman/filosofia/discurso ).
Indo de encontro mais ainda com a Filosofia,para Aristóteles o discurso pode ser dividido em quatro dependendo da função que deseja alcançar: O discurso lógico, que é o método pelo qual se atinge a uma certeza no qual o axioma resultante é tido como verdadeiro e indubitável, pode ser produzido mecânica ou eletronicamente por engenhos e tem indispensável aplicação, principalmente, na matemática; O discurso dialético, que embora não objetive alcançar a certeza absoluta, tenta obter a máxima probabilidade de certeza e veracidade que se verifica da síntese entre duas afirmações antagônicas, a saber a tese e sua antítese; Já no discurso retórico não há o menor comprometimento na busca da verdade, nem da sua demonstrável probabilidade. Aqui o orador ou escritor objetiva apenas convencer o ouvinte ou leitor de que sua tese é certa ou verdadeira, utilizando-se do modo de falar, dos gestos e até da maneira de se vestir como fatores para influenciá-lo ou persuadi-lo; No discurso poético o grau de certeza ou veracidade nada importa, ou melhor, até pode laborar contra o discurso posto que aí a razão é abandonada em favor da ficção ou da fantasia. Neste método o que se busca é influir na emoção e não no raciocínio do ouvinte ou leitor, como modo de impressioná-lo.
Vamos para “perigoso” e “perigo”.Perigoso segundo Dicionário informal significa Arriscado, aquilo que oferece perigo.Ainda nessa mesma fonte “Perigo” é o estado de risco,estar em vias de acontecer algo que lhe ponha em situação arriscada,uma situação perigosa.
Na verdade meu pensamento inicial era criar um nome que seria “Discurso imprevisível”,já que nem sempre sou muito previsível nas minhas fala,mas foi modificado após conversar com uma amigo,que falou que “o que é imprevisível é perigoso”.Quando ele falou Perigoso lembrei de tudo o que venho estudando em Psicologia Criminal.Formou-se então “Discurso Perigoso” que será um blog que não trará um tema só,mas variados que eu queira tratar.Não só tem a ver com Psicologia,mas com Vida no geral.

Meu contato: raquelffreire@bol.com.br

Um abraço!,
Raquel Freire.