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terça-feira, 4 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
A ARTE E O EU
A arte tem uma capacidade estrondosa? De dar vazão
aos conteúdos internos sendo demonstrados de maneira externa mais simples, pois
é livre. Constantemente existe uma guerra interna entre o que podemos
demonstrar e o que não. O nosso autocontrole prejudica em parte a liberação da
emoção. Chega um período que nossas demonstrações de sentimentos e emoções se mostram
de maneiras não autênticas, ficando até mesmo sendo passadas ao outro de forma
pesada, não leve, como deveria ser.
Ocorre que nos sentimos vigiados pelo outro e por
nós mesmos a partir das nossas defesas e da nossa estrutura psíquica que age
com o seguinte raciocínio o que eu posso
demonstrar e o que não? Nosso inconsciente e o pré- consciente lutam a todo
o momento pela preservação do eu, por isso muito do que é passada a
consciência, externado ao mundo, aparece de forma transformada. Na arte isto é
mais dissolvido, já que com a “desculpa”
de ser algo artístico, o eu verdadeiro é mostrado.
Num mundo cheio de atribuições Deixamos de lado
muitos prazeres. O prazer é tão fundamental a vida que não deveríamos deixar de
lado a importância de gozarmos o que nos faz bem. A arte neste sentido tem
papel primordial.
Quão o ser humano fica inundado de satisfação
quando se apodera de alguma manifestação artística é escancarado no semblante
de um dançarino que não só dança com o corpo, mas também como a alma. É tão lindo
quando um intérprete realmente mostra o que a canção diz e sente com todos seus
sentidos o que aquela letra quer passar. O expectador compartilha esta emoção
tamanha que alguns artistas realmente tem o dom de passar ao seu publico.
O prazer que a arte proporciona é imensurável, sendo
através dela que passamos a mensagem ao mundo do nosso interior mais sublime,
aquele que está como realmente sentimos, e onde não necessitamos de máscaras.
Se você acha que
não possui nenhum vínculo pela criação de alguma obra seja qual for, então
recomendo- lhe tirar uma horinha que seja do seu tempo para apreciar a arte
feita por outra pessoa, seja indo a um cinema, a um teatro, um museu ou até
mesmo através do seu computador verificando as músicas que estão sendo tocadas
e que o mundo vem curtindo e aplaudindo. Talvez possa também revirar o baú dos
discos, cds relembrando as antigas canções que fez parte da sua vida em
diversos momentos.
Não se preocupe em dançar
certo, vamos lá utilize uma música para se curtir. Nem mesmo os artistas tem
noção do que criarão quando estão começando.
O importante não é o
resultado, mas sim o caminho de percorrê-lo. O prazer que sentimos buscando- nos.
O entendimento muitas das vezes não é o caminho, mas sim a busca por ele que te
trará recompensas.
Fazer algo para si e
deixar a critica dos outros faz toda diferença. Na verdade quando tendemos a
querer criar algo que seja “bom” inibimos nossa capacidade criativa e perdemos
o entusiasmo em continuar buscando o que nos faz bem. Poderá no começo
encontrar certa dificuldade, já que não estando acostumado a fazer isto a todo
o momento.
Não negue a opção de ser
feliz e inclua no seu dia – a - dia pequenos prazeres. A rotina com certeza
parecerá mais leve e você encontrará na vida o prazer de estar vivo. Não
se esqueça de escrever um lembrete mental: “Eu não nasci para sobreviver,
mas para viver!”.
A todos meus leitores
desejo que vocês vivam plenamente esta semana! Um grande abraço.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Juramento do Psicólogo
Como
Psicólogo, eu me comprometo a colocar minha profissão a serviço da
sociedade
brasileira, pautando meu
trabalho
nos princípios da qualidade
técnica
e do rigor ético.
Por
meio do meu exercício profissional,
contribuirei
para o desenvolvimento da
psicologia
como ciência e profissão na
direção
das demandas da sociedade,
promovendo
saúde e qualidade de vida
de
cada sujeito e de todos os cidadãos e
instituições.
(Texto aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia)
terça-feira, 2 de abril de 2013
O Autismo
O Autismo
é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características
fundamentais: Inabilidade para interagir socialmente; Dificuldade no domínio da linguagem para
comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos; Padrão de comportamento restritivo
e repetitivo.
Não
existe somente um tipo de autismo. O que prepondera é o grau de comprometimento
que é de intensidade variável. A maior gravidade se mostra quando o individuo
se mostra incapacidade no relacionamento interpessoal.
Este
transtorno se mostra característico de pessoas cuja problemática familiar se
mostra ativa, condições psicológicas alteradas entre fatores genéticos e
biológicos.
Os
sintomas são apresentados em todas as camadas sociais tanto em meninos quanto
em meninas, sendo mais recorrente no sexo masculino. São apresentados nos
primeiros meses de vida. Estes sintomas são divididos em três grupos:
1) ausência
completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar,
incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é
voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o
ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação
(chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da
compreensão;
3) domínio da
linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação
social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
O
diagnóstico é realizado a partir dos critérios do CID- 10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Por
ser um distúrbio crônico o tratamento do Autismo deve ser realizado por uma
equipe multidisciplinar e individual, ouse já, para cada caso e para cada
individuo deverá um tratamento ser adequado.
A
família que possui um membro autista deverá buscar o equilíbrio psicológico e
um eterno aprendizado em lidar com esta realidade.
Para
cada individuo há um tipo de interação, portanto descobrir as maneiras que o
autista lida melhor com aprendizados e maneiras de interação será benéfico para
a melhora do quadro e sua adequação. Nesta linha de raciocínio alguns poderão
apresentar melhores resultados em instituições que ofereçam em sua estrutura a
inclusão de alunos, outros em instituições específicas e mais especializadas no
que diz respeito a este distúrbio.
Apesar
de apresentarem algumas dificuldades na aprendizagem podem apresentar grande
empenho e mostrar características de genialidade em determinadas áreas do
conhecimento.
terça-feira, 19 de março de 2013
Mentirosos de plantão: a Mitomania sendo encarada pela Psicologia
Comecemos a distinguir a mentira “mentirinha”
e a mentira patológica. Mentirinha são comuns no nosso dia-a-dia por alguma
finalidade, por exemplo, “mãe, vou à padaria”, enquanto vai ao cinema com o
namorado. Finalidade: você deseja que sua mãe fique sabendo que você vai à
padaria e não namorar. Lógico que essa ida à padaria demorará pelo menos 1 hora
e alguns muitos minutos!
Já a mentira de uma pessoa
acometida pela Mitomania é totalmente diferente, há nas mentiras um requinte de detalhes bem maior que uma
pessoa vez ou outra mente.
O Mitômano é o individuo que
mente patologicamente, ou seja, constantemente. É a doença do mentir. Suas mentiras exercem finalidades de criar um
mundo à parte, o seu próprio mundo. Um exemplo básico é “moro em um castelo na
rua ‘x’ e tenho um Pit Bull”. Com o passar do tempo você verifica que a pessoa
mora não em um castelo, mas sim em uma casa em um bairro tal e o Pit Pull que a
pessoa falava ter não passa de um vira-lata.
E o que a pessoa mentirosa
patológica ganha com isso? Pois bem, este sujeito encara sua realidade como
sendo tão ruim que começa a criar mentiras para outras pessoas, chegando ao
ponto de até mesmo acreditar nelas (nas próprias mentiras!).
A Vida de este ser que mente
evidencia lacunas, as quais não conseguem ser completadas. É um vazio tão
grande que começa a mentir, e na maioria dos casos, não veem um fim.
O PERFIL PSICOLÓGICO? Sentimentos
de inferioridade percorrem sua estrutura, sente-se inseguro em diversas
situações e áreas de sua vida, dificuldade de acreditar em si mesmo; sua auto-
estima é decadente e analisa as limitações da vida como não existentes.
Quem são as vítimas dos mitômanos?
Bem como as vítimas dos psicopatas: sempre aquelas que são ingênuas. Aquelas
pessoas que creem no potencial melhor do ser humano e que acha que todos são
legais até que provem o contrário.
Como lidar com uma pessoa que
mente? O conselho que dou é fazer o mesmo jogo. Não necessariamente investir
com mais mentiras, mas fingir que acredita na mentira da pessoa que conta. É
perigoso argumentar com tais pessoas e até mesmo inútil, já que na maior parte
a vida de quem mente dificilmente terá algum resquício real. Então finja que
acredite e tente aos poucos se afastar desta pessoa.
Entra aí o Poder da Vida. Deixe
que a Vida se encarregue de mostrar as respostas para esta pessoa. Saia da
história antes que se machuque. Infelizmente em muitos casos na nossa vidinha
temos que saber a hora de sair de algumas situações. Pense se vale todas as
mentiras e dividir mentiras com um mitômano.
Boa sorte a todos e boa semana!
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