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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Freud não é o pai da Psicologia: a diferença na formação do Psicólogo, do Psicanalista e do Psiquiatra.




  O saber psicológico sempre esteve presente no interesse do homem no que diz respeito ao desejo em saber mais de si, mais da “alma”, mais do algo interno, e que buscamos na ciência a explicação para alguns conceitos tão inerentes à própria existência humana.
  A Psicologia enquanto ciência se faz da união entre a fisiologia (funcionamento do organismo – o biológico) e a filosofia (o saber que se preocupa com o pensamento – a metafísica significando, para além da física; da matéria).
  Os primeiros estudos a respeito do psiquismo data desde o século V a.c. com Platão, Aristóteles e outros sábios gregos, que se atinham em questões como a memória, a aprendizagem, a motivação, a percepção, a atividade onírica e o comportamento anormal.
  A característica essencial que começou a culminar em algo parecido com o que entendemos hoje, como sendo a Psicologia ocorreu quando houve a mudança no método de estudo dos fenômenos mentais datando o último quarto do século XIX. Vê- se vestígios disto quando a abordagem e as técnicas usadas se tornaram essencialmente científicas, estruturadas à base das ciências físicas e biológicas, fazendo com que a Psicologia da época, fosse diferenciada em uma ciência única, e não mais como um ramo da filosofia.
  Foi então que, em dezembro de 1879, em Leipzig na Alemanha, o fisiólogo Wilhelm Wundt implantou o primeiro laboratório de Psicologia do mundo. Em 1881, fundou a revista “Philosophísche Studien”, considerada a primeira revista de psicologia dedicada primordialmente a relatos experimentais.

 Enquanto isso, em meados de 1882 e 1885 o neurologista Sigmund Freud começou sua observação a respeito de quadros histéricos juntamente com o também médico, Josef Breuer. O que intrigou inicialmente Freud foi que após seu envolvimento com estudos de Charcot sobre a hipnose, percebeu que conseguiria realizar um trabalho de cura com pacientes enfermos, eles estando sob a posse da consciência, e não precisando utilizar – se das técnicas hipnóticas.
  Percebeu que a cura pela palavra era possível. Para ele foi uma grande providência estudar este universo antes nunca explorado na área médica.
  Descobriu que imperava um lugar obscuro da alma humana, algo que não estava disposto na consciência, mas que esta era uma via de acesso a este universo sombrio. Atentou que este lugar podia ser trazido às esferas mais superficiais (consciência) com o tratamento psicoanalítico (análise da psiquê, da mente).
  Surgiu então um novo saber, algo que estava prestes, segundo ele mesmo acreditava, uma ciência revolucionária, algo inexplorado e mágico a respeito da mente humana para além da física.
  
  A diferença primordial entre Psicologia e Psicanálise é que a Psicologia, enquanto Ciência e Profissão, tal como consta no juramento do formando em Psicologia, e regida a partir de um conselho científico, necessita de argumentos que sustentem o metafísico.
  Para a Psicologia há que se explorar algo palpável e visível tal como os comportamentos; já para a Psicanálise o que interessa é o desejo do sujeito.
  Desde os primórdios da Psicanálise, seu fundador e idealizador, Sigmund Freud visava este saber a todos aqueles que mantêm um interesse por ela, não estreitando- a somente aos médicos ou Psicólogos. Sua grande tendência era o saber repassado não só aos especialistas, mas também aos leigos como cita em sua conferência em 1909, a Clark University, Worcester, Massachusetts.
  Seu propósito era de separar a Psicanálise de outros saberes científicos e fazer dos psicanalistas todos aqueles que mantêm um interesse pela formação, não se inclinando a área acadêmica.
  Logo, o desejo de Freud foi construído e praticado, e o que temos hoje é um saber comum a todos. Ou seja, um formado em Letras ou em Biologia, poderá iniciar a Formação em uma escola de Psicanálise, sendo assim nomeado psicanalista.
  A grande confusão, se é que posso assim dizer, é que muitas vezes são indiscriminados alguns nomes e títulos a algumas formações distintas. São elas:
  O Psicólogo não necessariamente é um psicanalista, mas estuda Psicanálise dentro da faculdade de Psicologia, mesmo sendo a Psicanálise um saber avulso à Psicologia.
A formação do Psicólogo é estruturada por uma faculdade tanto prática quanto teórica que percorre uma duração de cinco anos (4 anos bacharelado- formação do Psicologista; mais um ano para obter a licenciatura- formação do Psicólogo).
  Dentre as áreas possíveis de teorização e atuação do psicólogo estão a Clínica e a Instituição (como hospital psiquiátrico, hospital médico, Tribunal de Justiça, Polícias Civil, Federal e Militar, CREAS e CRAS, entre outras).
  As três principais abordagens teóricas da Psicologia formam a tríade psicológica: 1- Psicanálise; 2- Comportamental; 2- Humanismo.
  A Psicanálise aborda o “grande buraco negro”, o inconsciente. É um método terapêutico cujo objetivo é a interpretação de conteúdos inconscientes que podem vir à tona através de sonhos, palavras, ações e produções imaginárias. A técnica utilizada está pautada na associação livre e na transferência.
O comportamentalismo aborda a gênese do ser humano como sendo uma tábula rasa, em que o processo de aprendizagem é imperativo para sua constituição. A modificação dos comportamentos não desejados são banidos com técnicas próprias desta subárea da Psicologia. A observação externa é levada em conta, inclusive a influência do meio no processo de aprendizagem dos comportamentos.
  O Humanismo vê o ser humano como o ser que detém a responsabilidade de si e de suas ações, não sendo ele controlado pelo ambiente, nem pelas condições impostas. A consciência de suas escolhas e atitudes é o que faz da teoria humanista ter como base principal a epistemologia e a fenomenologia.
  Se o psicólogo após sua formação não quiser se especializar em nenhuma destas subáreas, terá como seu título Psicólogo Clínico, onde poderá atuar com uma destas abordagens ou nenhuma, se fazendo utilizar apenas da Psicologia Clínica tanto no consultório quanto em instituições.
  Uma parcela da população não se atenta pela diferença entre a atuação do psicólogo e do psiquiatra. O psiquiatra não necessariamente é um psicanalista, a não ser que ele obtenha a formação para isto. Além de sua formação médica e de sua especialização em psiquiatria, deverá ter formação em uma Escola de Psicanálise para obter a denominação de psicanalista.
  O psicólogo não é um psiquiatra, nem um psiquiatra é um psicólogo, a não ser que tenham as duas formações (Psicologia e Medicina com especialização em psiquiatria).
  O psiquiatra é um médico, poderá prescrever um tratamento diferente da Psicologia.  A inserção de medicamentos está sob a atuação dele, não sendo o mesmo foco do Psicólogo, cuja cura advém pela palavra e não pelo medicamento.
  Uma questão interessante é “quem pode ser atendido pelo psicólogo?” A resposta é todos que desejam o aprimoramento de si e consciência da vida. Não necessariamente a Psicologia serve somente para casos de psicopatologia (transtornos da mente como a Depressão, o Transtorno de Humor Bipolar, Transtorno de Personalidade Borderline), mas também as pessoas ditas por Freud como Neuróticas, que psicanaliticamente falando, equivalem ao sujeito “normal”.
  Não costumo falar o termo autoconhecimento, até porque penso que todos nós sabemos ou pelo menos intuímos quem somos, mas em que diversas fases de nossas vidas não mantêm por diversas razões, a consciência (de significado maior desta palavrinha).
  Tanto a Psicologia quanto a Psicanálise tratam de questões relacionadas ao encontro, ou melhor, o re- encontro de si. Muitos traumas, e angústias podem ser cuidados na clínica tanto do analista quanto do psicólogo clínico, só que, por abordagens diferentes e se utilizando de técnicas às vezes, diferenciadas.


 Referências e algumas sugestões para estudo:
SCHULTZ, Duane P., SCHULTZ, Sydney E. História da Psicologia Moderna. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
ODAIR, Furtado; BOCK, Ana Mercês Bahia; TEIXEIRA, Maria de Lourdes Trassi. As Psicologias  - Uma Introdução ao Estudo de Psicologia. São Paulo: Ed. Saraiva 13ª.ed , 1999- 2001.
Cinco lições de Psicanálise (1910 (1909)).  Obras completas Sigmund Freud Vol. XI.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Depressão Infantil e Separação dos pais



  Esta semana saiu no Jornal Local edição número 316 com publicação em 22 de novembro de 2012 uma matéria do Giovanni Nogueira que me entrevistou a respeito da Depressão em crianças e em adolescentes. Intitulou-se “Depressão: O que é e como evitar- parte 02: A infância e a adolescência. 
  Outro tema foi abordado na reportagem: como a separação dos pais pode influenciar a vida dos filhos, e se ela pode ser desencadeadora da depressão.
  A seguir vem um resumo desta reportagem. Maiores informações o Jornal Local é vendido em vários pontos comerciais de Valença- RJ.
  No ínterim da separação de um casal há uma maior probabilidade de sofrimentos pelos filhos devidos às discussões e em algumas vezes, agressões físicas. Os desentendimentos no geral (tanto antes como a posterior separação) causa sofrimento no jovem.
  É normal que a criança possa após a separação do casal apresentar certa nostalgia de quando seus pais estavam juntos. As crianças sempre desejam que seus pais permaneçam juntos até mesmo após a separação, podendo apresentar certas fantasias de que eles irão voltar a viver juntos. 
  Tanto crianças como adolescentes (os jovens no geral) sofrem um luto (já que toda separação é um luto, e que este não necessariamente é sinônimo de morte física). 
  A criança necessita de tempo para elaborar a situação da separação dos pais.
  O ideal é que os pais sempre falem a verdade para a criança, seja no caso da separação, seja no caso da morte de um ente querido. Por mais que haja um encobrimento da verdade (quando a verdade é oculta) a criança por ser muito perspicaz e observadora sabe que há na situação um segredo. Para não haver confusão no entendimento da situação pelo jovem, o melhor a se fazer é não encobrir verdades, ser explícito e claro fazendo-se utilizar da linguagem que a criança se utiliza (a melhor forma de lhe comunicar os acontecimentos).
  O luto sempre traz consigo a conotação de perda e frustração. Quando não bem administrada esta situação na vida da criança poderá ser apresentado não só os casos de alguns distúrbios, bem como comprometer a vida futura no que se refere a problemas de relacionamento.

Culpa
 Em muitos casos, a criança pode se sentir culpada pela separação do casal e isto lhe ocasionar grande sofrimento psíquico. Lembrando que a culpa faz parte de uma das etapas do processo do luto. Esta culpa mal trabalhada pode desencadear comportamentos de agressividade, rebeldia, quadros de depressão, entre outros.
  Para não haver tais sofrimentos maiores e amenizar tal sentimento inevitável, o aconselhado é conversar com a criança e deixar claro que a separação do casal nada tem a ver com o amor que tem pelos filhos. Uma conversa baseada na sinceridade e que fique bem explicitado que ela não é a culpada pela situação. 

Como a separação é passada ao jovem 
  O que desestabiliza a criança não é necessariamente a separação, mas como ela é apresentada à criança. Ex.: pais conscientes e estabilizados que encaram a separação de forma madura, o filho sofrerá menos, bem como poderá ocorrer o contrário: pais desestabilizados tenderão a apresentar a separação de maneira conturbada deixando o filho mais propício a um sofrimento maior.

Os pais e a convivência com o filho após a separação 
  Há que se ter um bom planejamento da “divisão” deste filho. 
  Com a diminuição do convívio, o casal terá que entrar em um acordo conciliando a não perda de alguma das partes no que se refere aos encontros entre pai e filho, mãe e filho. 
  O convívio saudável com os pais é benéfico e essencial para um bom desenvolvimento como um todo. 
  O que se tem comentado e discutido atualmente tanto entre psicólogos quanto entre os juristas é que a guarda compartilhada oferece maiores benefícios para os pais e para as crianças. A guarda unilateral (de uma parte só), até então é a mais conhecida e praticada.

Dificuldade no processo de elaboração da criança 
  Uma das possíveis dificuldades da criança em lidar com a separação das figuras parentais pode ser “como o amor pode acabar?” e “ se o amor entre os dois acabou como saber se eles me amam ainda também?”


A idade e os diferentes tipos de reações
  Pesquisas indicam que crianças em idade pré- escolar (3- 05 anos) são mais vulneráveis, uma vez que não podem entender situações complexas podendo apresentar uma regressão no seu desenvolvimento e voltar a urinar na cama, demonstrar medos, apresentar alterações do sono e tornarem-se irritáveis, exigentes, muito solícitos e mais dependentes dos pais. Podem apresentar muitas das vezes baixo rendimento escolar.
  Os adolescentes podem sentir falta dos pais na formação da identidade, “questionar a autoridade apresentando rebeldia excessiva, dificuldade em aceitar regras e ainda dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar”. Podem também adotar atitude reservada e distante socialmente com o intuito de controlar a si mesmo.

A Depressão Infantil
  Muitos adultos fazem na maioria das vezes, uma imagem distorcida da infância. Em uma visão distorcida de que a criança não tem problemas, logo não tem depressão.
  Na verdade problemas, tristeza e depressão são conceitualmente distintos.
  A depressão significa um transtorno do afeto, sendo ela uma patologia/ doença que em sua base bioquímica apresenta desestabilidade cerebral.
Muitos estudiosos, inclusive alguns psicólogos, muitas das vezes tem uma conceituação da depressão distorcida associando sua origem às vivências, excluindo a possibilidade neuroquímica.

Por que é tão difícil o diagnóstico da Depressão Infantil e/ ou a percepção dela?
  Na maior parte este quadro pode ser mascarado pela irritabilidade, agressividade, hiperatividade e rebeldia fazendo com que o jovem seja diagnosticado de forma incorreta e enquadrado em diversos outros transtornos como hiperatividade, transtornos de conduta, transtorno opositor, e ansiedade de separação na infância.

Sintomas da depressão em jovens:
1. Alteração de humor, com irritabilidade e ou choro fácil

2. Ansiedade

3. Desinteresse em atividades sociais, como ir a escola, brincar com os amigos ou com brinquedos

4. Falta de atenção e queda no rendimento escolar

5. Distúrbios de sono, como dificuldade pra dormir ou ter sono o dia inteiro

6. Perda de energia física e mental

7. Reclamações por cansaço ou ficar sem energia

8. Sofrimento moral ou insatisfação consigo mesmo, sentimento de que nada do que faz está certo

9. Dores na barriga, na cabeça ou nas pernas

10. Sentimento de rejeição

11. Condutas antissociais e destrutivas

12. Distúrbios de peso, emagrecer ou engordar demais

13. Enurese e encoprese (xixi na cama e eliminação involuntária das fezes)

Referências Bibliográficas:
 Brito, Leila Maria Torraca de. Paternidades contestadas: a definição da paternidade como um impasse contemporâneo. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.

Brito, Leila Maria Torraca de.Famílias e separações: perspectivas da psicologia jurídica. Rio de Janeiro: Ed UERJ, 2008.

Coord. Organiz. Mund. da Saúde; trad. Dorgival Caetano. Classificação de Transtornos mentais e de Comportamento da CID-10: Descrições clínicas e diretrizes dianósticas. Porto Alegre: Artmed, 1993.


 


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vídeo para as crianças

Este vídeo é uma maneira de agradecimento ao aprendizado gigante que recebemos quando nos envolvemos seja no convívio ou no trabalho com crianças: http://www.youtube.com/watch?v=59EhqBN_deA&feature=youtu.be

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cartilha do Projeto contra a Pedofilia




INTRODUÇÃO

Esta cartilha tem por objetivo trazer ao contexto da cidade de Vassouras e ao seu entorno a problemática da pedofilia, que ronda as instituições da cidade, mas que não é denunciada ou identificada pela maioria das pessoas. Através do projeto de pesquisa, intitulado “Pedofilia: Em Defesa De Um Corpo Em Desenvolvimento”, desenvolvido pela Universidade Severino Sombra, busca-se difundir informações e esclarecimentos à sociedade, para que cada indivíduo se torne um multiplicador das informações aqui constantes. É um dever de todos, da família, da escola, do Estado assegurar à criança e ao adolescente com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (art 227, Constituição Federal, 1988). Portanto, a presente cartilha vem propor um esclarecimento dessa problemática, a fim de mobilizar a sociedade para a questão da pedofilia que, muitas vezes, ocorre de forma silenciosa, dentro dos lares, das escolas, das igrejas e demais instituições sociais.

O QUE É PEDOFILIA ?

Segundo a classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados à Saúde (CID-10, 2007: F65.4) Pedofilia é a preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas, ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes ou no inicio da puberdade (pré-adolescência). É um distúrbio sexual, no qual o individuo adolescente ou adulto, de ambos os sexos, apresenta atração sexual por crianças e por pré-adolescentes. O simples desejo sexual e não apenas o sexo, já caracteriza pedofilia. Não é preciso que haja sexo para haver pedofilia.

QUEM PODE SER PEDÓFILO ?

O pedófilo pode ser homem ou mulher, de qualquer classe social, e tem que ter mais de 16 anos e ser 5 anos mais velho que a vítima. Só existe pedofilia quando os crimes forem praticados contra menores de 14 anos.

PEDOFILIA É CRIME ?

Em nossa legislação não existe um crime intitulado “pedofilia”, assim, as conseqüências do comportamento de um pedófilo é que podem ser consideradas crime.

QUAIS OS CRIMES COMETIDOS POR PEDÓFILOS ?

Abuso Sexual (art165 do Código Penal) - É uma violência praticada por pessoas contra crianças e adolescente, dentro ou fora da família, para obter satisfação sexual. Constrangimento Ilegal (art 146 do Código Penal) – É quando alguém constrange, mediante violência ou grave ameaça, o outro a fazer ou deixar de fazer algo. Ameaça (art 147 do Código Penal) – consiste em ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de forma a causar-lhe mal. Seqüestro e Cárcere Privado (art 148 do Código Penal) – privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado, impedindo que ela saia de determinado lugar, mantendo-a presa contra a sua vontade. Lesões Corporais (art 129 do Código Penal) - acontece quando alguém agride outra pessoa fisicamente, causando alteração em sua integridade física. Estupro e Atentado Violento ao Pudor (art 213 do Código Penal) – ocorre quando alguém é constrangido, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso. Violência Sexual Mediante Fraude (art 215 do Código Penal) – ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude, ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. Estupro de vulnerável (art 217-A do Código Penal) – ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos. Corrupção de Menores (art 218 e 218-A do Código Penal) – induzir alguém menor de 14 (catorze) anos, a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. Pornografia Infantil (art 240 a 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente) - divulgação e publicação de fotografias ou imagens pornográficas envolvendo infantes ou venda dessas imagens.

COMO IDENTIFICAR UMA VÍTIMA DE PEDOFILIA ?

Em geral, as vítimas podem apresentar um ou mais dos sinais e sintomas abaixo:
Dificuldade de caminhar e sentar.
Traumatismo físico ou lesões corporais, por uso de violência física.
Medo generalizado.
Agressividade, fugas frequentes de casa.
Mudanças extremas, súbitas e inexplicadas no comportamento, como oscilações no humor entre timidez e extroversão.
Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica. Fraco controle de impulsos e comportamento autodestrutivo ou suicida.
Ansiedade generalizada, comportamento tenso, sempre em estado de alerta, fadiga. Esgotamento físico.
Hipersexualidade – brincadeiras de conotação sexual.
Uso e abuso de substâncias como álcool, drogas lícitas e ilícitas.
Pontualidade exagerada, quando ainda freqüenta a escola; demonstra pouco interesse ou mesmo resistência em voltar para casa após a aula.
Não participação ou pouca participação nas atividades escolares.
Dificuldade de concentração e aprendizagem, resultando em baixo rendimento escolar.
Alto índice de abandono escolar.
O surgimento de objetos pessoais, brinquedos, dinheiro e outros bens, que estão além das possibilidades financeiras da criança/adolescente e da família, pode ser indicador de favorecimento e/ou aliciamento.
Tendência ao isolamento social, com poucas relações com colegas e companheiros.
Transtorno do déficit de atenção – hiperatividade.
Transtornos alimentares, como bulimia e anorexia.
Trasntornos de estresse pós-traumático.
Transtornos do sono.
Enurese (micção noturna).

ONDE POSSO DENUNCIAR ?

Para denunciar um caso, ou uma suspeita de pedofilia basta entrar em contato com um dos órgãos abaixo:

INTERNACIONAL: Interpol – www.interpol.int FBI – www.cybercrime.gov/reporting.htm

NACIONAL Polícia Federal – www.dpf.gov.br Safernet Brasil – http://denunciar.org.br

Site Censura – www.censura.com.br

ESTADUAL CDDH – denunciarcddh@yahoo.com.br / (21) 3382-2335

DISK 100 É GRATUITO!!! HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO 08:00 ÁS 22:00 HORAS

TODOS OS DIAS DISKDENUNCIA@SEDH.GOV.BR

EU PRECISO ME IDENTIFICAR? Não, qualquer denuncia desse tipo não exige identificação do denunciante.

PROTEGER AS CRIANÇAS É DEVER DE TODOS NÓS. QUEM DENUNCIA SALVA !!!

REFERÊNCIAS CID-10/ Organização Mundial da Saúde: tradução Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em português, 10. Ed.rev.-São Paulo: editora da Universidade de São Paulo, 2007, p.359.

Cartilha sobre Violência sexual infantil: Produção: Ministério da Educação, Ministro Fernando Haddad; Universidade de Brasília;Prof. Dr. Timothy Mulholland-Decanato Extensão;Profª Dra. Leila Chalub Martins; Grupo de Pesquisa sobre Violência e Exploração Sexual – VIOLES-Profª Dra. Maria Lúcia Pinto Leal.

PSIC - Revista de Psicologia da Vetor Editora, v. 6, nº 1, p. 27-34, Jan./Jun. 2005- Abuso sexual na infância: um estudo de validade de instrumentos projetivos, Ana Rita da Fonseca – Centro Universitário Salesiano de São Paulo; Cláudio Garcia Capitão – Universidade São Francisco;

FELIPE, J. Afinal, quem é mesmo pedófilo? Cadernos Pagu (26), janeiro-junho de 2006: pp.201-223.

Lei nº 12.015, de 07 de agosto de 2009.


Lei 8069, de 13 de julho de 1990, Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
ORGANIZAÇÃO

Autores:


- Prof. Arnaldo Risman, Coordenador do Projeto de Pesquisa “Pedofilia: em defesa de um corpo em desenvolvimento”, mestre em sexologia. - Rosania Lucia Figueira, advogada, mestre em saúde e meio ambiente, acadêmica do 9º período do Curso de Psicologia da Universidade Severino Sombra. - Stephanie Cristina Gonçalves Silva Miranda, acadêmica do 2° período do Curso de Psicologia da Universidade Severino Sombra.

Contato: grupo.risman@gmail.com

Colaboradores:

- Alunos integrantes do projeto de pesquisa “Pedofilia: em defesa de um corpo em desenvolvimento”

Apoio:

- Universidade Severino Sombra. - Banco do Brasil. - Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fórum da Comarca de Vassouras-RJ. - Secretarias de Educação e de Saúde do Município de Vassouras/RJ. - Conselho Tutelar, Vassouras-RJ. - CEPCOS – Centro de Pesquisa do Comportamento e Sexualidade/SP.

Fonte: http://pesquisapedofiliauss.blogspot.com.br/2010/10/cartilha-do-projeto-contra-pedofilia.html?showComment=1349828775694#c359663014046690562